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Posted by : Equipe Fã Clube Sinceramente Ana Carolina 9 de jun de 2013

Atenta ao mercado digital, cantora é a primeira brasileira a disponibilizar o CD através do streaming no iTunes. Esse é o sexto disco de inéditas em 14 anos de carreira

Se existisse um ranking para classificar os cantores que mais implicam hits nas trilhas sonoras de novelas, certamente a mineira Ana Carolina estaria no topo da lista. Com canções em dois folhetins da Globo (Flor do Caribe e Amor à Vida), ela acaba de lançar seu novo álbum #AC – sexto disco de inéditas em 14 anos de carreira. Atenta ao mercado digital, Ana é a primeira brasileira a disponibilizar o CD através do streaming no iTunes. O trabalho, que viaja nos temas e na sonoridade contemporânea, tem participação de Chico Buarque. A seguir, ela conta detalhes do trabalho.

Como você classifica esse novo trabalho?

Moderno, contemporâneo e conectado. Ele entrega um conjunto de canções que podem agradar a diversos gostos e ao mesmo tempo conversa com todos. É leve, quente, atual, tem menos baladas e tem música para tocar na ‘balada’ (risos). Sempre fui eclética nesse ponto. É um disco para todos.

Como foi o processo de escolha do repertório?

Foi difícil, pois fui fazendo canções sem compromisso. Fiz mais de 50 em 4 anos e escolhi as 12 que foram tomando forma e se mostrando com mais personalidade. A música tem isso, ela se impõe muitas vezes. Gosto desse elemento surpresa, foi ótimo não impor regras ou limites na hora de criar e também tratá-las como “singles” e não como um grupo de canções.

O que te levou a disponibilizar seu álbum no iTunes?

Isso é um processo novo e já acontece lá fora com sucesso. A Sony Music me fez a proposta e achei que seria o momento e o trabalho certo. #AC tem muito desse mundo conectado, eu mesmo estou mais ligada à internet. Achei que seria bom usar o iTunes como termômetro do disco novo e deu certo. Já estamos em primeiro lugar nas vendas no iTunes e bem antes do CD físico chegar nas lojas. Creio que seja um método democrático, onde o consumidor pode ouvir tudo antes de comprar, foram poucos dias de streaming completo, mas foi o suficiente.

Este trabalho é repleto de parcerias. Como elas surgiram?

Tem parceiros com quem já trabalhei antes como o Totonho Villeroy, que está desde o meu primeiro CD. Também tem a Chiara Civello que em #AC está em três canções. Edu Krieger dessa vez foi com quem produzi mais canções, havíamos trabalhado no Ensaio de Cores, mas temos grande sinergia e acabou que estamos juntos em cinco canções. Tem também uma turma com quem não havia trabalhado como o Moreno Veloso e Carlos Rennó e o Rodrigo Pitta. É sempre bom experimentar novas cores e sabores. Não posso deixar de citar o mestre “Guinga”, que me deu uns acordes de violão há um tempão e fizemos Leveza de Valsa, a primeira que conclui para o disco.

A vontade de gravar com o Chico Buarque é antiga? O que ele representa para você e para a música brasileira?

Chico é um dos nossos mestres, um baluarte da nossa música. Para mim sempre foi uma grande escola de composição. Ouço e toco o repertório do Chico desde que me entendo por gente. Em Resposta da Rita, a Maria Bethânia me pediu para fazer essa resposta há uns três anos atrás. E alguns tempo depois, me juntei com o Krieger e fizemos A Resposta da Rita, e é muito legal, porque A Rita, que foi lançada em 1966 pelo Chico Buarque que fala “a Rita levou meu sorriso, o sorriso dela é meu assunto”, e aí eu digo “não levei o seu sorriso, porque sempre tive o meu, e se você não tem assunto a culpada não sou eu”. Então, é uma resposta de uma mulher que ficou calada mais de 50 anos e só tinha a versão do cara, não tinha a versão da Rita e foi muito legal, muito divertido de fazer. E o melhor de tudo é ter o Chico participando e dando o aval para essa resposta.

Suas canções “Combustível” e “Luz Acesa” fazem parte das trilhas sonoras das novelas “Amor à Vida” e “Flor do Caribe”, respectivamente. Qual é o segredo para emplacar tantas canções nos folhetins?

Se eu tivesse um segredo e uma fórmula mágica, patentearia. Acho que minha música tem uma coisa de imagem, de desenhar sentimentos comuns aos personagens ou pessoas da “vida real”, me dedico ao ofício, tenho tido sorte e nada mais. Já são 22 músicas em novelas em pouco mais de 14 anos de carreira, tenho orgulho, pois é no nosso País a melhor maneira de chegar em todos os lares e classes sociais.

Esse trabalho tem chance de virar um DVD?

O show sim, mas tenho dirigido os meus próprios vídeos e isso abre um leque infinito de possibilidades. Não sei ainda se faria um DVD de vídeos, mas poderia ser uma boa. Agora é hora de #AC ganhar os “ouvidos”, depois chegaremos aos “olhos”, mas já podem achar no Youtube ou no Vevo os clipes de Leveza de Valsa e Un Sueño Bajo el Agua que eu fiz.

Você tem mais de 2 milhões de seguidores no Facebook. Como é a sua relação com seus fãs? Você interage, realmente, ou prefere que uma equipe faça isso por você?

As duas coisas. Vivo na internet horas a fio, leio tudo, gosto de ser mais ‘voyeur’ mesmo, falo menos pois não quero dar mais atenção para uns que para outros, pois dá uma ciumeira danada, mas tenho dividido com eles momentos interessantes, de viagens e férias.

Pode adiantar detalhes sobre a sua turnê nos Estados Unidos?

Farei 7 cidades americanas de costa a costa nos EUA este mês, tenho um grande público lá. O mundo é uma coisa só. Temos que circular.

Fonte: Jornal O Fluminense

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