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Posted by : Equipe Fã Clube Sinceramente Ana Carolina 6 de jun de 2013

Passada a primeira semana desde que o disco "#AC" foi lançado em streaming gratuito Ana Carolina contabiliza novo tento. Mesmo antes de chegar às lojas na versão física, já consta entre os discos mais vendidos no iTunes. Entre as músicas do novo repertório, estão "Luz Acesa", tema de "Flor do Caribe", e "Combustível", tema de "Amor à Vida" .
Ana contabiliza 22 músicas em trilhas de novelas em seus incompletos 15 anos de carreira. Em duas semanas, a cantora inicia turnê de costa a costa nos EUA, visitando San Francisco, Los Angeles, Miami, Orlando, Boston, Houston e Nova York. Depois segue com shows de seus maiores sucessos pelo Brasil.

Conectada na rede, Ana diz passar cerca de 12 horas por dia online - reflexo disso é a manutenção de mais de 2 milhões de fãs no Facebook. A cantora acredita que possa unir "mundos distintos", assim "#AC" traz, por exemplo, intrincados arranjos de cordas em uma parceria com Guinga em "Leveza de Valsa"; uma resposta para a musica "A Rita", de Chico Buarque, que segundo ela "demorou quase 50 anos" para que pudesse responder à altura em uma nova canção ("Resposta da Rita") composta por Ana e Edu Krieger.
O trabalho traz novos compositores, entre eles Moreno Veloso e Carlos Renó em "Canção pra Ti", e Rodrigo Pitta, em "Bang Bang 2", deliciosa música para as pistas de dança.
A convite do iG , Rodrigo Pitta, um dos novos parceiros de Ana, fez perguntas para a cantora e compositora.

Rodrigo Pitta: Ao olharmos para a capa de "#AC", sentimos de cara uma ruptura estética com a Ana dos outros discos, parece uma nova proposta. "#AC" é uma nova proposta para seu público? O que mudou com esse lançamento? 
Ana Carolina: A estética está no olho de quem vê, não pensei nisso ao fazer a foto, a imagem da capa é mais uma forma de comunicar que "#AC" traz alguns novos conceitos, novas cores, do que simbolizar uma ruptura visual. De certa forma, "#AC" propôe uma quebra estética na produção musical se olharmos para trabalhos anteriores, optamos por não usar bateria e usamos programações eletrônicas e scratchs do DJ CIA, por exemplo. Nunca quis que a imagem interferisse na música, que sempre foi a prioridade e o elo com o meu público. Foi um "splash" um "refresh", um mergulho, uma nova entrega literalmente. 
Precisei ficar por sete horas engolindo água para fazer essa imagem, tive dor de ouvido, mas gostei do resultado. De alguma maneira, a imagem que "se revelou" parece querer dizer algo, há um bolha que surgiu do nada e tapou um dos olhos, ao mesmo tempo em que um lado da face parece encarar, o outro permanece resguardado. 
"#AC" não é apenas uma mudança do ponto de vista estético, é uma forma de dizer que não sou exatamente o que esperam ou acreditam que eu seja.
Rodrigo Pitta: O disco tem muitas variações de estilos musicais. Vai de Chico Buarque a hip hop, passando pela pista. Como você define musicalmente "#AC"? 
Ana Carolina: É um trabalho "para todos" eu diria, tem de scratchs e samples de "Libido" a arranjos de cordas para emoldurar o violão do Guinga, tem o clima de "fervo" na pista de dança de "Bang Bang 2"  e o amor cego de "Combustível". O trabalho foi acontecendo naturalmente, só fui saber como ele seria no final ao conseguir perfilar 12 canções de um grupo de 50 composições que foram feitas durante os ultimos quatro anos. As coisas foram acontecendo, como o encontro com o Chico. "#AC" é reflexo do contraste que sempre esteve presente no meu trabalho, gosto de frequentar o diferente, o ambivalente.
Rodrigo Pitta: O mundo contemporâneo surge bombando nas letras das músicas, você fala de iPhone, de iTunes, de conexão. Como é para você a relação tecnologia x poesia no mundo de hoje? 
Ana Carolina: "#AC" é reflexo do mundo contemporâneo, onde famílias sentam na mesma mesa ou no mesmo ambiente e se falam por computadores, mensagens de texto que substituem as conversas ao telefone e o contato físico muitas vezes. O Skype, o Google, o YouTube, as redes sociais, Instagram, tudo isso faz parte da vida em sociedade da nossa era. Estou mais conectada, fico tranquilamente 15 horas por dia com meu computador. Consigo pesquisar músicas, épocas e interagir com os fãs. O smartphone, com suas inúmeras funções e aplicativos, é um companheiro diário. Fizemos "Pelo iPhone" para traçar um paralelo com "Pelo Telefone", um dos primeiros sambas gravados, um "rewind" e "fast foward" de algumas décadas na maneira do homem se comunicar.
Rodrigo Pitta: Este disco aborda formas de amar e personagens amorosos de um jeito que foge do romantismo que a gente conhece em você, o amor aparece mais crítico, mais irônico, menos sofrido e mais divertido. É uma nova fase da sua vida que influenciou essas novas canções 
Ana Carolina: Cada canção tem sua alma, sua aura individual, uma identidade própria. A ironia, a critica e o amor fazem parte da vida de qualquer um, não penso a vida e nem a carreira em fases, é um "working in progress", um dia após o outro.
Rodrigo Pitta: Qual canção de "#AC" identifica mais o seu momento atual? 
Ana Carolina: Acho que o conjunto é o espelho do momento, tem um pouco de mim e de todos. Adoro "Canção Pra Ti" e sua lista infinita de nomes, "Pelo iPhone" tem um pouco do meu dia a dia de lidar com o celular, mas ainda não "derreti" em uma pista de dança como canto em "Bang Bang 2". Me coloquei na pele de Rita para dar uma resposta à protagonista da canção do Chico, também falo de uma garota de programa, trabalhadora, uma heroína que rebola para criar os filhos, mas não a conheço, nunca cheguei perto de um pole dance, apesar de ter alguma curiosidade. Ou seja, todas e nenhuma delas. O momento é a execução do album, as muitas horas de estúdio, o ótimo time que consegui reunir em torno do projeto.

Rodrigo Pitta: "#AC" convida o tempo todo para dançar, horas para rebolar, beber, beijar geral e esquecer do mundo. Ana quer ir para a pista? Como é a sua relação com esse universo eletrônico, de pista, de remix? 
Ana Carolina:  "#AC" tem groove e músicas dançantes, mas não foi pensado como um disco dançante ou para pistas, não há essa pretensão nem foi feito com esse direcionamento. Interessante você falar disso, e eu to pensando que tem uns dois sambas, uma faixa que bebe no tango, outra na pista da boate, mas há a sutileza e a "leveza de valsa". "#AC" equilibra nuances rítmicas, sem querer ser monotemático, monocromático. Gostei de trabalhar com programação e DJs, quero pensar em fazer remixes sem compromissos.
Rodrigo Pitta: Os clipes estão muito legais, você pretende lançar novos clipes desse álbum? Qual foi o seu envolvimento na hora de conceber o material visual que envolve o disco e clipes? 
Ana Carolina: Só penso nisso (risos). Agora não consigo mais pensar a música sem pensar na imagem. Experimentei lançar dois vídeos/singles pelo iTunes e gostei de todo o processo, é muito bom poder transportar o ouvinte para dentro da canção através de uma imagem que eu mesma possa moldar. "Un Sueño Bajo el Agua" foi primeiro uma filmagem "solta" embaixo d'água experimentando uma camera, e só depois fiz uma música para encaixar no video. E "Leveza de Valsa" traduziu exatamente o clima da produção da faixa. Quero fazer mais vídeos, sim, e o YouTube ou o Vevo e o proprio iTunes são novas "arenas", "palcos".
Rodrigo Pitta: Você grava praticamente todo o seu trabalho em seu "home estúdio"? Como foi o processo de traballho com o Alê Siqueira? É a primeira vez que vocês trabalham juntos? 
Ana Carolina:  Já trabalhamos antes juntos, temos uma boa sinergia, fico à vontade para experimentar. Fui reunindo canções, anotações, gravações caseiras e músicas inteiras feitas sem um compromisso de lançar. O estúdio em casa é meu "home office", minha "oficina" e "atelier",  consigo produzir muito mais. O problema é poder dar vazão à produção. Acho que vou gravar uns discos e lançar sem nome sem nada, só para poder torná-las possíveis e serem avaliadas sem um compromisso comercial. O Alê trouxe soluções interessantes que de certa forma rompem com a sonoridade de "N9ve", o último CD de inéditas.
Rodrigo Pitta: Se você pudesse criar uma bula pra quem vai ouvir o CD, qual seria a principal instrução? 
Ana Carolina: Use sem moderação, ouça sem preconceitos
Rodrigo Pitta: Quando compus "Bang Bang 2" com você, fiquei impressionado com seu jeito rápido e musical de resolver tudo, além de ter descoberto uma baita poeta ágil e persisitente que gosta de parcerias, sabe interagir, fazer junto. Você poderia comentar um pouco sobre seus novos parceiros do disco? 
Ana Carolina : Quando fomos apresentados pelo Horácio (Brandão), ele me disse que você esteve inserido na cultura do underground para fazer seu trabalho, na cultura cubber, isso acabou sendo impresso em "Bang Bang 2", sem querer fomos parar no território "faroeste" fervoroso e explosivo, bang bang. 
Toda vez que encontro um novo parceiro, aprendemos juntos, um com o outro, gosto exatamente dessa troca de universos, linguagens e visões, esse é o maior estímulo ao encontrar um parceiro. Criar mais e mais vezes com parceiros mais constantes. "#AC" traz Edu Krieger em cinco canções, Chiara Civello está em três faixas, Moreno Veloso e Carlos Renó em "Canção Para Ti", Antonio Villeroy sempre está presente, e você é um exemplo da pesquisa de novos "sotaques" e perspectivas.
Fonte: IG


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