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Posted by : Equipe Fã Clube Sinceramente Ana Carolina 20 de jun de 2013

Cantora ‘abraça o pop’ em disco: ‘Saudade de fazer pessoas assobiarem’.
Ela canta sobre stripper e beijos em boate: ‘Não tem problema ser vulgar’.

Ana Carolina classifica seu novo disco, “#AC”, como um “abraço com força total no pop”, em entrevista ao G1. O disco tem algum romantismo, mas grande parte das canções são dançantes, marcadas por melodias mais diretas e forte presença de percussão.

Além do som “caliente”, especialmente na faixa “Bang bang 2″, ela canta versos sensuais. O fato não é novidade para quem já cantou “Eu comi a Madonna”. “Eu gosto de mexer com os outros. Acho que as pessoas ficam mexidas com isso. Dá aquela balançada”, diz Ana.

As parcerias também são destaque. Guinga, Edu Krieger e Moreno Veloso, filho de Caetano, estão na lista. O destaque é “Resposta a Rita”, letra que dialoga com “A rita”, de Chico Buarque, com participação do compositor da original. Ela conta que Chico sugeriu a mudança de um novo verso na nova canção. “Eu queria que ele se sentisse à vontade”, explica .

Homem e mulher, muito mais que bilíngue / Faz com a língua o que quiser / Ela rebola, quer dólar”
Trecho da música ‘Pole dance’, de Ana Carolina
Quem te pega, quem te paga / Quem te come, tudo no iPhone”
Trecho da música ‘Pelo iPhone’, de Ana Carolina
Um beijo outro beijo, depois outro beijo, mais um beijo para a coleção / Um do lado, pra trás, e outro no frente, entre no meu trem e vem pro meu vagão / (…) Façam fila,  mas atenção / Pra me beijar quero sangue quente / Pra me ganhar tem que ter pressão”
Trecho da música ‘Bang bang 2′, de Ana Carolina
Será que sou capaz de tal canção?” / De um verso power como pau ereto?”
Trecho da música ‘Canção pra ti’, de Ana Carolina
G1 – Além de ser mais pop, seu disco novo tem muita percussão e ritmos latinos ‘calientes’. Por que resolveu fazer assim?
Ana Carolina - “Pole dance” é a faixa que tem mais essa coisa latina. Como o disco não tem bateria, o elemento orgânico que nos restou foi a percussão. A parte rítmica foi a primeira a ser feita. Depois de voz e ritmo, colocamos os arranjos. Tem essa coisa quente mesmo. E a coisa pop. Abraço de novo o pop com força total. Fiz isso porque queria, estava com saudade de fazer canções para as pessoas assobiarem, que gostem e escutem na rádio.

G1 – A música “Bang bang 2” tem uma base que lembra Britney Spears. Foi proposital?
Ana Carolina - Engraçado, eu não escuto muito a Britney. E é uma música da qual participei muito do arranjo. Toquei baixo, teclados, guitarra, violão, backing vocal, programação. Engraçado eu não ouvir essas coisas e isso estar refletido no trabalho. Mas o objetivo era mesmo fazer algo dançante, total.

G1 – Qual foi o comentário do Chico Buarque sobre a sua “Resposta da Rita”? Sei que ele gostou, mas fez algum comentário específico?
Ana Carolina - A gente teve um problema em um verso. Era o “e deixei como herança você sabe o que”, que não rimava bem com o verso seguinte. Então, na última hora conseguimos outra solução, que foi “um samba também”.

G1 – Houve uma aprovação final dele, então?
Ana Carolina - Eu queria que ele se sentisse a vontade para dizer se achasse que algo não estivesse certo.

G1 – O texto de divulgação do CD fala em “ponto de fervura”. Músicas como “Bang bang 2” e “Pole dance” têm letras muito sensuais. O que te levou a escrever essas letras?
Ana Carolina - Porque eu gosto de mexer com os outros. Acho que as pessoas ficam mexidas com isso. Dá aquela balançada. O cara fala: “Putz!”. Porque isso às vezes não é tão normal. Sei lá, eu gosto, me sinto à vontade de fazer, feliz. Acho a minha cara.

G1 – A história da dançarina de “Pole dance” é ficção ou tem alguma base real?
Ana Carolina - É inventada. Ela é bamba para caramba. Garota de programa, mas cuida dos filhos com atenção (risos).

Eu não acredito que não exista um ser humano na face da Terra que não tenha dito uma palavra dessas que constituem “o vulgar” na sua intimidade. Então, acho que é uma coisa um pouco hipócrita. O sujeito diz: “Ah, está falando coisas vulgares”. Aí vai pra cama e fala toda aquela merda para a mulher.”
Ana Carolina, cantora
G1 – Hoje a chamada MPB perde em popularidade para funk e sertanejo, que apostam justamente nas letras sensuais e ritmos fortes. Você acha que esse disco pode ganhar o público do funk e do sertanejo?
Ana Carolina - Não estou muito preocupada em ganhar o público de ninguém. Não é uma coisa de fazer isso para um objetivo.

G1 – Ao mesmo tempo, o disco tem letras mais complexas. É possível falar de sexo sem ser vulgar?
Ana Carolina - Dá, mas não tem problema ser vulgar também. O que é vulgar? Eu não acredito que não exista um ser humano na face da Terra que não tenha dito uma palavra dessas que constituem “o vulgar” na sua intimidade. Então, acho que é uma coisa um pouco hipócrita. O sujeito diz: “Ah, está falando coisas vulgares”. Aí vai pra cama e fala toda aquela merda para a mulher. Com esse negócio de vulgaridade que eu não vejo problema nenhum.

Fonte: G1

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