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Posted by : Equipe Fã Clube Sinceramente Ana Carolina 27 de jan de 2014


“A libido está em toda parte”, canta Ana Carolina no refrão de “Libido”. E o clipe da música — que será lançado nesta segunda-feira no TVZ, do Multishow — faz jus a uma letra que fala de instinto sexual. No vídeo, Ana Carolina aparece com seu já tradicional pretinho básico em meio a homens e mulheres que se abraçam e se tocam num “beijaço” banhado a purpurina.   Em 2014, Ana completa 15 anos de carreira e está de volta aos palcos com o show #AC, com direção de Monique Gardenberg. A primeira apresentação do ano acontece no Citibank Hall, em São Paulo, no dia 31 de janeiro. Em seguida, a cantora parte para o Rio de Janeiro, onde se apresenta nos dias 7 e 8 de fevereiro. Além de uma turnê pelo país, Ana também fará shows em Angola (29 de março) e em Portugal (4 e 5 de abril).   Em entrevista ao site do Multishow, a artista comenta o novo clipe e reforça a impressão deixada por letra e vídeo: sexualidade é, para ela, assunto natural. Confira o papo e assista a um trecho de “Libido”.

“Libido” talvez seja a música mais sensual que você já gravou. Você sente que esse é um momento mais quente da sua vida e que isso pode ter interferência na sua música?

Nunca senti tanto calor como nesse verão. Acho que não tem essa de momento mais quente ou frio, mas “Libido” trata desse “bichinho” que vem dentro e tem dentro de todos nós, que está em toda parte, é uma constatação quase que natural. A libido está em mim, em quem vai ler essa entrevista, na arte, na poesia, na novela das 9, está em tudo. A música é para todos, homem ou mulher. Estou em dia com minha libido e isso obviamente se reflete em uma canção ou na pele. O negócio é não tratar isso como tabu ou com hipocrisia, faz parte do ser humano.

Também pode ter a ver com o fato de você estar numa fase mais madura da sua carreira, em que se sente segura pra gravar uma letra ousada?

Não penso a vida através do tempo. A maturidade está na cabeça e na coleção de desafios que enfrentamos ao longo da vida. De alguma maneira, a sensualidade ou a sexualidade já estiveram presentes em diversas canções, mas não posso dizer que isso venha com a maturidade. Também não vejo nada de ousado em constatar e dar voz a algo inerente à vida de qualquer pessoa saudável. A música somente explicita que realmente a libido é parte de nossa vida, mesmo que alguns a reprimam ou tentem fugir do fato que ela é parte de si.

Está muito em voga na música hoje a questão do empoderamento feminino, da mulher se afirmando, segura de si, forte. Muito antes dessa onda surgir, você já fazia músicas com esse tom. Como você vê esse movimento chegando agora a outras cantoras?

Pois é, agora todo mundo é poderosa, eu me divirto. As mulheres têm o poder desde que o mundo é mundo, mesmo que por séculos tenham estado sob o domínio do elemento masculino. Sem mulheres não existiriam os homens e vice-versa. Apenas no último século passamos a votar, a dirigir, a assumir cargos de importância, e a luta pela igualdade de direitos continua. A questão é profunda e passa, hoje em dia, pela busca do equilíbrio entre se dizer “poderosa” e se tornar banal ao assumir esse poder de forma sexista e de ter que rebolar, vestir shortinho, provocar as outras fêmeas com “beijinho no ombro” quando, no final, o que parecem querer dizer é: “sou a fêmea alfa do pedaço e quem manda no macho sou eu”. Essa disputa vazia inverte a coisa toda. Poder, para mim, é ter a consciência limpa e retidão de caráter e isso não é mérito de homens ou mulheres. Não devemos viver em uma competição, devemos nos unir em prol  da igualdade de todos, independentemente de gênero, raça, credo ou classe social.

Há muitas cantoras novas “explodindo” em vários gêneros da música. Você vê isso como um reflexo de uma mudança maior, mais profunda, na sociedade como um todo, que está se abrindo para a mulher ocupar espaços antes tidos como masculinos?

Rainhas, santas, bruxas, ícones do cinema, escritoras, pintoras, fotógrafas, professoras, médicas, líderes humanitárias, grande mulheres escreveram e escrevem diariamente essa história. “Explodir” não é exatamente importante, o principal é deixar um legado, uma mensagem útil, um exemplo. Explosão é algo próximo da destruição. Prefiro o passo firme, o passo pensado e, principalmente, ter verdade na proposta. Meu compromisso é com a música e não com o sucesso desmedido que, ao fim do dia, é parte de uma grande ilusão. Cada um tem o espaço que semeia, planta e colhe. Quantidade de exposição nunca foi exatamente um sinal de felicidade. Devagar e sempre, para o alto e avante.

O clipe de “Libido” é bem ousado, né? A ideia foi sua?

Quando comecei o projeto de dirigir, editar e criar os meus próprios vídeos para o [disco] #AC,  a ideia era apenas de traduzir a música em imagem. Havia feito poucos clipes até então, talvez por achar que terceiros não tinham exatamente o melhor olhar sobre o que dizia uma canção minha.  Em “Sueño bajo el agua” fiz tudo dentro da piscina, em “Leveza de valsa” colocamos um piano no meio da rua e um conjunto de câmara em cima de um caminhão, em “Combustível” usamos fogo e pólvora. Essa música pedia exatamente “Libido”, que é exercida por pessoas. Inicialmente eu ia somente filmar partes do corpo de alguns homens e mulheres, depois essa ideia me pareceu insuficiente. Então resolvi reunir homens e mulheres (atores/atrizes e modelos) e fizemos um “beijaço”, nada mais simples, nada de mais.

Como foi o processo, a concepção do clipe e o que você pretende expressar com ele?

Simples, uma ideia em evolução, uma ou duas câmeras na mão, pessoas legais e talentosas do lado, purpurina e atitude. O clipe é talvez um sonho, talvez um fetiche, mas nada melhor ou pior do que se vê por aí escancarado no cinema, na televisão e nos shows de realidade.

E na hora da gravação, como foi? Você beija, abraça, toca muito as pessoas no clipe. Isso é tranquilo pra você ou rola uma tensão?

Tudo feito de uma maneira profissional e séria. Com uma equipe bacanérrima da Santa Therezinha filmes, incluindo os profissionais Sônia Moraes e Hermida. O problema foi  só a purpurina e acho que ela ainda me persegue. Achei que ficar sete horas debaixo da água para fazer a capa do disco havia sido o mais difícil, mas difícil  mesmo foi abrir e fechar os olhos em meio a uma tempestade de purpurina.

O que você sentiu quando assistiu ao clipe pela primeira vez, pronto, e como acha que vai ser a recepção das pessoas?

Eu edito de uma maneira minuciosa, fiz duas ou três edições até chegar à definitiva. Gosto do resultado e acho que muitos vão gostar também porque, pensando bem,  perto dos vídeos de algumas musas teen criadas pela Disney,  que em algum momento “desarvoram”, ou do comportamento dos ídolos da juventude que viram caso de polícia, o clipe de “Libido” é água com açúcar, no máximo um chazinho com gengibre.


Seu estilo sempre foi muito sóbrio, tanto no figurino quanto no próprio show, que é mais contido, sem aquela superprodução que a gente vê muito por aí. Como seu novo álbum tem músicas mais dançantes, até mais pop mesmo, o show está diferente, mais vibrante?

Acho que você não deve ter visto os shows “Estampado” e “Dois quartos”, pois foram exemplos de esmero, onde apostamos em grandes produções. A roupa reta é porque toco diversos instrumentos e isso é uma função, a roupa precisa me permitir tocar bem e não desviar a atenção do público para nada além da música. Nunca liguei mais  para a embalagem do que para  o conteúdo. O show será mais “groove”, pede a pista e é mais uma celebração, mas não é menos sóbrio no sentido da seriedade com que lido com meu público e a música que faço.

O disco #AC tem participação do Chico Buarque, em “Resposta da Rita”, né? Como aconteceu essa parceria e como é pra você ter um artista do quilate de Chico Buarque no seu disco?

A Maria Bethânia  me deu a ideia de escrever uma resposta  para a música “A Rita”, de Chico. Era para gravar com ela, mas foi no período em que Dona Canô faleceu e ela mesma me sugeriu gravar com o Chico. Ele aceitou e foi uma honra.

Em 15 anos de carreira, você lançou 10 discos, 6 DVDs, venceu 7 Prêmios Multishow, vendeu mais de 5 milhões de discos, tem quase 3 milhões de fãs nas redes sociais… Ufa! Você diria que chegou aonde queria? Está satisfeita?

A satisfação plena não existe. No segundo seguinte  da grande realização você quer mais. Há 15 anos iniciei minha carreira profissional e, assim como naquela época, eu penso no presente, quero fazer sempre, sem medir esforços ou prever resultados. Agora eu quero levar esse show novo do  #AC para todo Brasil e aonde mais no mundo minha música chegar.

Fonte:  Multishow Música

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