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Posted by : Equipe Fã Clube Sinceramente Ana Carolina 27 de mar de 2011




Em "Ensaio de Cores", que chega à capital neste fim de semana, a cantora apresenta sua relação com as artes plásticas e mostra um novo repertório.

As cores, assim como as letras, são fortes. As mensagens, assim como nas músicas, buscam refletir os sentimentos presentes na artista e, muitas vezes, expressam um protesto latente. Essas são as características de uma faceta pouco conhecida da cantora e compositora Ana Carolina, que traz pela primeira vez a Belo Horizonte, neste sábado (26) e domingo (27), o show "Ensaio de Cores". Além de grandes sucessos e música inéditas, ela apresenta uma exposição com os quadros que pinta já há nove anos.

Os detalhes de sua relação com as artes plásticas, que começou por meio da música, a cantora contou em entrevista ao Pampulha. "A pintura se instalou fortemente em mim em meados de 2002, pouco antes do lançamento de "Estampado", um álbum tão emocionalmente conturbado, que cheguei ao ponto de criar uma tela para cada canção", diz.

A partir daí, Ana passou a se envolver cada vez mais com a arte que admirava há tanto tempo. Questionada sobre o que buscava quando iniciava uma pintura, ela resume. "Eu pintava para ver aquelas canções que só ouvia. E de lá para cá não parei mais".

Com dez anos de carreira e uma marca de 5 milhões de discos vendidos, a mineira de Juiz de Fora dedica esse novo projeto a uma causa importante. Toda a renda da venda das telas é revertida para a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), entidade apoiada por Ana desde 2007. "Também temos a intenção de colocar um posto de medição de glicose no local do show", adianta a cantora, que descobriu ser diabética aos 16 anos.

Ana Carolina, que precisa fazer medição de glicose cinco vezes ao dia, se mostra engajada em levar conhecimento sobre as precauções e tratamentos que o diabético precisa ter. "Eu quero que o diabético veja a doença de uma maneira positiva", afirma.

Acústico e intimista
Acompanhada por uma banda composta apenas por mulheres, Ana Carolina concebe em "Ensaio de Cores" uma mistura intimista entre música e artes plásticas. Para acompanhar clássicos como "Quem de Nós Dois" e "Garganta", um telão exibe vídeos e os quadros da cantora durante o show.

A grande novidade do espetáculo são as canções inéditas que a artista apresenta. Além disso, Ana mergulha em interpretações de clássicos de outros compositores. "Nesse show, estão umas sete músicas que as pessoas não me viram cantar", afirma.

Com uma personalidade suficientemente forte para cantar músicas como "Azul", de Djavan, e "Rai das Cores", de Caetano Veloso, Ana define suas obras e sua arte. "Tudo que se faz é uma extensão de você", completa.

Ao samba e além

Vários sambas permeiam o novo show de Ana Carolina, “Ensaio de Cores”. Entre os maiores destaques do gênero está “As Telas e Elas”, quem tem ritmo lento e letra em que a compositora fala de grandes pintores. Há ainda o inédito “Pra Tomar Três”, de Edu Krieger, e “Cabide”, que remete ao universo boêmio. A incursão pelo mais brasileiro dos gêneros fica completa quando a cantora se aventura em um duelo de pandeiros.

Mas se o samba parece ser tendência para várias cantoras brasileiras, Ana rechaça a possibilidade de dedicar um álbum ao estilo. “É uma coisa natural, mas eu não pararia para compor um disco inteiro de samba”, afirma.

Outros momentos ganham sua devida importância quando a cantora apresenta releituras de músicas como “Força Estranha”, de Caetano Veloso, e “Todas Elas Juntas Num Só Ser”, de Lenine e Carlos Rennó, além de “Alguém me Disse”, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.

Fonte: Jornal Pampulha

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